O governo federal anunciou uma nova linha de crédito imobiliário com recursos da poupança, voltada especialmente para famílias de classe média. O anúncio foi feito durante o Incorpora 2025, em São Paulo, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Jader Filho (Cidades), além de autoridades do Banco Central e da Caixa Econômica.
Novo teto e regras mais flexíveis.
O destaque da medida é o aumento do teto de imóveis financiados com juros subsidiados, de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. A iniciativa também altera as regras para o uso da poupança, com novos direcionamentos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), buscando mais eficiência e maior oferta de crédito habitacional.
Foco na classe média.
A linha de crédito atende famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 20 mil, faixa que não é contemplada pelo programa Minha Casa, Minha Vida, destinado a rendas de até R$ 12 mil. A intenção é facilitar o acesso à casa própria e incentivar investimentos no setor imobiliário.
Com a mudança, os bancos poderão destinar até 100% dos recursos do SBPE para financiamentos imobiliários até 2027. A estimativa do governo é que a medida libere R$ 52,4 bilhões a mais para crédito habitacional, sendo R$ 36,9 bilhões de forma imediata.
A implementação será gradual, com plena vigência prevista para janeiro de 2027. Durante a transição, o governo e o Banco Central testarão a nova linha, permitindo que o país tenha juros menores e melhores condições de financiamento.
Repercussão positiva
O setor imobiliário recebeu bem a novidade. Para incorporadoras de médio padrão, a medida traz segurança para investir em novos lançamentos, além de mais crédito disponível e maior dinamismo para o mercado.
